quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Chamados Segundo Seu Propósito Romanos 8.26-30

Chamados Segundo Seu Propósito
Romanos 8.26-30

Introdução
- Deus nos chamou para um propósito específico. Você pode perguntar: que propósito é este? E sempre nós esperamos e desejamos que as melhores coisas aconteçam a nossa vida: (emprego, casa, carro, dinheiro), e, apesar dessas coisas serem importantes para nossa vida e Deus nos agraciar com elas, esse não é o propósito principal de Deus para nós.

- Antes de fazermos algumas aplicações práticas, é necessário compreendermos claramente que o proposito de Deus para nós inclui o chamado de Deus, ou a eleição e predestinação. Há alguns equívocos com pertinente a doutrina da eleição e predestinação que precisam ser esclarecidas aqui. Quero destacar duas:

                1º A doutrina da Eleição e Predestinação não rotula Deus como carrasco. Deus escolheu salvar algumas pessoas dentre uma humanidade inteira condenada à morte eterna, pela sua santa, livre e soberana vontade. Deus não se torna injusto, uma vez que todos estavam condenados.

                2º A Eleição não é um estímulo ao pecado, e sim a uma vida piedosa, santa e humilde em Deus. Há alguns que dizem: “uma vez salvo, salvo para sempre”, afirmando que não importa sua conduta comportamental e seu caráter, uma vez que entendem que são salvos. Isso é rechaçar a graça de Deus, vivendo uma vida ímpia e pecaminosa, se apoiando na doutrina da eleição.

Deus nos chama para vivermos segundo o seu propósito, e Romanos 8.26-30 vem como um farol que direciona os navios a se desviarem dos rochedos, e seguir por aguas seguras.

I – Dependência do Espírito v. 26,27

a)      Assiste em nossa fraqueza. 26a
A palavra assistir aqui não significa apenas observar, ficar olhado como assistimos a um programa de televisão, mas traz o sentido de assistência, ajuda, auxilio. É algo pratico.

Mas porque o espirito nos assiste?

b)      Não sabemos orar como convém. 26b
A oração é uma arma poderosa para a vida do cristão. Através da oração profunda, constante e perseverante, podemos alcançar o favor de Deus. Porque então precisamos da ajuda do Espírito Santo para orarmos? Tiago 4.3 tem a resposta: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres”. Por essa razão ele intercede por nós com gemidos inexprimíveis, a KJV traz a tradução: “gemidos impossíveis de serem expressos por meio de palavras.”

c)       Ele trabalha segundo sua vontade. 27
No salmo 139, o salmista desnuda sua alma diante de Deus dizendo: “Senhor tu me sondas e me conheces”. Somente um Deus que é capaz de sondar o coração, capaz de decifrar nossas intenções, somente ele sabe o que é melhor para nós. E aprouve a ele fazer segundo a sua vontade.

Ser dependente do Espírito é reconhecer nossa limitação, reconhecer nossa fraqueza, reconhecer que cada um de nós somos falhos, somos ineficazes por nós mesmos em querer fazer o bem... Ser dependente é deixar que o espirito de Deus  interceda por nós, ore por nós, e deixarmos ser conduzidos pela sua santa e soberana vontade.

Você tem vivido uma vida dependente ou auto suficiente? Você acha que sua santidade te dá o direito de passar por cima de seu irmão, ou você tem se humilhado diante do Espírito Santo reconhecendo que não é nada sem Ele?

II – Tudo o que Deus Faz é Perfeitamente Bom v. 28

a)      Todas as coisas cooperam. 28a
A palavra cooperar significa: “agir, trabalhar em conjunto”. Ou seja, Deus age em todas as coisas, Deus trabalha em todas as coisas. Não é somente em algumas coisas que Deus trabalha, mas é em todas as coisas. Não somente nas coisas boas aos nossos olhos, mas inclusive naquelas que achamos ruins, dolorosas, nas lutas, nas tempestades da vida, é fruto da providência divina. Há uma frase que diz: “por detrás de uma providência carrancuda, Deus oculta uma face sorridente”.

b)      Para o bem dos que amam a Deus. 28b
O texto não diz para o bem dos que Deus ama, mas é justamente o contrário. Precisamos amar a Deus, não pelo que ele faz ou por aquilo que ele nos dá, e sim por aquilo que Deus é!
Nosso amor para com Deus precisa ser incondicional, sem interesses materiais. Esse amor precisa ser puro verdadeiro.

III – Desfrutar o Melhor de Deus vv. 29,30

a)      Ele projeta em nós uma nova imagem. 29
Que imagem é essa? A de seu próprio filho. A palavra conforme significa da mesma forma, da mesma essência. Aquela imagem caída, manchada pelo pecado e substituída por uma imagem melhor.  Ele nos predestinou, ou seja antes de nascermos, antes da fundação do mundo, ele já havia nos escolhido.

b)      Ele nos chamou. 30a
Esse chamado corresponde ao momento em que nos rendemos ao senhorio de Cristo. Deus nos chamou quando estávamos em trevas, ele nos chamou quando estávamos mortos espiritualmente, ele nos chamou pela sua palavra, pois a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus. Ele nos chamou segundo o seu beneplácito, ele nos chamou segundo seu propósito. Você foi e é alvo da vontade de Deus.

c)       Ele nos Justificou. 30b
Justificar significa tornar um criminoso inocente. Qual foi nosso crime? O orgulho, a desobediência, o pecado. A bíblia nos afirma que todos pecaram e destituídos foram da gloria de Deus. Somente através do sacrifício vicário na cruz é que você e eu podemos desfrutar da benção de sermos restituídos a sua gloria. Somente Cristo é suficiente para nos justificar diante de Deus.

d)      Ele nos Glorificou. 30c
Esse é o ápice da nossa restauração. Trouxe-nos novamente a gloria de Deus. Essa não é uma promessa para o futuro, mas já é um fato consumado. Sua salvação está assegurada em Deus. Tudo que Deus faz é perfeito!

Conclusão
Conta-se que quando estava à beira da morte, Alexandre, o Grande convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:
1- Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2- Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas);
3- Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão: à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos incomuns, perguntou a Alexandre quais as razões para tal desejo. Alexandre explicou:
1- Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2- Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3- Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Que Deus gere em nosso coração o desejo ardente e fiel de vivermos segundo o seu propósito, e não de acordo com nossa vontade decaída.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

SALVAÇÃO PELA GRAÇA: UM ESTÍMULO A SANTIDADE

Efesio 2.8-10

Introdução
- Esse é um tema que traz grande refrigerio e alegria a nossa alma, pois fala do imensurável ato de demosntração da misericordia e maravilhosa graça de Deus.
- O texto que lemos é um tesouro valiosíssimo para mim e para você, deveras é maravilhoso porque antes, nós, inimigos de Deus, mortos em nossos delitos e pecados, fomos de um modo gracioso, maravilhoso e tremendo, alcançados pelo ato da vontade soberana de Deus.

Vejamos melhor o que Deus nos diz no texto de efésios 2.8-10, e o qual deva ser nosso procedimeto na prática da fé cristã diária.

I – A Graça é a Porta Aberta Por Deus Para a Salvação. v.8a
1.   Ele nos salvou da condenação. Romanos 3.23 “porque todos pecaram e carecem da gloria de Deus”; Romanos 8.1 “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.
2.   Ele nos salvou da morte eterna. Efésios 2.1 “Ele vos deu vida estando vos mortos em vossos delitos e pecados”.
3.    Ele nos salvou do poder do pecado. Romanos 6.14 “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça”.
Costumamos ouvir que, graça significa: “favor não merecido”. Mas há uma definição de Philip Yancey, um escritor contemporâneo cristão, que é bem interessante: Graça significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais — nenhuma quantida de renúncia, nenhuma quantidade de conhecimento recebido em seminários e faculdades de teologia, nenhuma quantidade de cruzadas em benefício de causas justas.
E a graça significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos — nenhuma quantidade de racismo ou orgulho, pornografia ou adultério, ou até mesmo homicídio.
A graça significa que Deus já nos ama tanto quanto é possível um Deus infinito nos amar.

II – A Fé é o Único Meio Que Conduz à Salvação. v.8b
A bíblia nos afirma que, a fé é um firme fundamento; e, que sem fé é impossível agradar a Deus; diz ainda que a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus.
Para que você e eu creiamos e entendamos a graça de Deus, é necessário que andemos na estrada da fé. (Sola Fide)
1.   Fé é crer na suficiência da Graça de Deus (Sola Gratia) - Somente pela graça de Deus, é que o homem pode ser salvo.
2.   Fé é crer na eficácia do sacrifício de Jesus (Solus Christus) - O sacrifício de Jesus foi vicário e expiatório. Foi completo e satisfatório.
3.   Fé é crer na sua Palavra (Sola Scriptura) - II Timoteo 4.8 Já Agora a cora da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quanto amam a sua vinda”.
Charles H. Spurgeon certa vez disse: “uma pequena fé levará tua alma ao céu, uma grande fé trará o céu a tua alma”.

III – Somos Ineficazes em Alcançar a Salvação Por Nossos Méritos. v.8c, 9
- O desejo de ser salvo não nasceu em nosso coração, pois outrora estavamos mortos em nossos delitos e pecados. (v.1) um morto não tem vontade própria, não sente desejos, não consegue enxergar seu próprio estado de catalepsia. Por isso que Deus no amou primeiro, por isso foi Ele quem nos escolheu e não nós a Ele.
Diante desse fato precisamos entender duas verdades:
1. A salvação é um presente de Deus a nós. Mesmo não sendo merecedores, Deus nos presenteou com a salvação, para que nenhum homem se gloriasse em si mesmo, e sim, que toda a glória e todo mérito sejam atribuídos a Deus. (Soli Deo Gloria)
2.  A Graça de Deus não anula nossa responsabilidade. Apesar da iniciativa de salvar o homem vir de Deus, isso não coloca o homem em posição passiva com relação a sua salvação. O homem não pode cruzar os braços e esperar que tudo aconteça como um passe de mágica. Hebreus 12.14 nos adverte: “segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

IV – A Salvação Não é Uma Desculpa Para o Comodismo, e Sim Um Estímulo a Vida Frutífera. v.10
1. A salvação não é pelas obras, mas para as boas obras. Fomos salvos não para ficarmos inertes, acomodados, infrutíferos, descomprometidos com o reino de Deus e a sociedade que estamos inseridos.
1. A salvação é fato consumado. O v.6 diz que “...ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.”, e o v.10 diz que “somos feituras dele...”, entretanto, somente através de Evidencias, é que verdadeiramente demostramos ser eleitos de Deus. A bíblia diz que toda árvore infrutífera, é cortada e lançada fora.

Conclusão
1 – Somos salvos pela graça de Deus, para assim vivermos em santidade, devoção e amor somente a Ele.
2 – A salvação deve gerar em nós dia a dia, relacionamento com Deus, e não medo do juízo final.
3 – Todo Crente precisa ter a certeza da sua salvação hoje! Pois, não há nada que possamos fazer no “amanhã” que possa mudar nossa realidade diante de Deus, a não ser sua maravilhosa Graça.

Autor: Pb. Emerson Pereira da Silva
Em: 17/10/2010

A Excelência Na Pregação Da Palavra De Deus

II Timóteo 4.1-5
Introdução.
·   Há dois perigos que se opõem a pregação fiel da Palavra de Deus:
1.      Liberalismo Teológico, com início no final do séc. XVIII, e ganhou forças no início do séc. XX.
2.      Pragmatismo Religioso; onde se afirma que o importante é aquilo que dá certo, e não o que é certo.
·   Nesta era chamada pós-moderna, vemos a necessidade da pregação fiel da palavra de Deus em alguns púlpitos; pois muitas igrejas tem substituído importância da pregação por “atrativos” ou “atrações” que venham agradar seus membros.
·   Há muitos crentes raquíticos na sua vida espiritual, pois lhes falta o alimento sólido, que é negligenciado por muitos líderes preguiçosos, que não se aplicam e nem investem tempo ao estudo meticuloso das sagradas escrituras, e na preparação da pregação fiel.
·   Certa vez perguntaram a Moody, como começar um reavivamento na igreja, ele respondeu: “acenda uma fogueira no púlpito”. Precisamos pregar com excelência, com ardor, com vida, com paixão pelas almas, e principalmente, com verdade!

Como podemos transmitir a palavra de Deus com Excelência?

I – O Pregador e Sua Mensagem. vv. 1,2,5

1. Um Pregador Fiel. (v.5)
O ministério não é uma colônia de férias, não é um parque de diversões.
Há muitas lutas e sofrimentos no ministério, entretanto aquele que foi chamado para ser um ministro, um obreiro, precisa ser um fiel evangelista.
Um fiel pregador precisa combater o bom combate, encerrar sua carreira de modo digno, e nunca negociar a sua fé.

2.Uma Mensagem Urgente e Diligente.(v.2)
“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.” I João. 2.18
Ao mesmo tempo que essa mensagem é de caráter urgente, ele precisa ser paciente e com sabedoria. A pregação urgente não significa de qualquer maneira, sem conteúdo. Devemos pregar como se fosse a ultima hora, com a vida no altar, o coração cheio de fervor e com a mente dedicada ao estudo da Palavra de Deus. Jônatas Edwards disse que o homem precisa ter luz na mente e o fogo no coração.

3.Uma Mensagem de Salvação e de Juízo. (v.1)
O evangelho traz dupla mensagem: ao mesmo tempo que anuncia arrependimento, ela prega o juízo. Ao mesmo tempo que assegura vida eterna, ela revela o castigo eterno. Ao mesmo tempo que é doce para alguns, é amarga para outros.
Enquanto uns irão ouvir: “vinde benditos de meu pai”, outros terão que se deparar com a dura e fria voz do justo juiz: “apartai-vos de mim malditos”.
E como pregadores fieis, precisamos proclamar a Palavra de Deus de maneira fiel. Como pregadores não temos o direito de adulterar a Palavra de Deus para nosso benefício próprio ou de outrem.

II – O Caráter da Pregação da Palavra de Deus. vv. 3,4

1. Alertar os Crentes Quanto ao Perigo da Superficialidade. (v.3a)
Muitos não tem suportado a sã doutrina porque são superficiais em sua vida como cristão. Não meditam na palavra do senhor dia e noite, não a esconde em seus corações, não oram sem cessar, não jejuam, não se aplicam a prática da piedade cristã.
Não criam raízes, não estão edificados sobre a rocha, são levados por todo o vento de doutrinas.

2. Alertar Quanto ao Perigo da Auto-suficiência. (v.3b)
Muitos tem criado sua própria “teologia”, tem sido seus próprios mestres, tem se deleitado em seus prazeres desenfreados, e se tornando uma verdadeira ameaça a sã doutrina da Palavra de Deus.
Essa é a filosofia da serpente: “sereis como Deus”, é a doutrina de Balaão, que ensinava a Balaque a enganar o povo de Deus, são as obras dos Nicolaítas as quais Deus odeia.
Precisamos estar atentos para não cair-mos no erro da auto-suficiência. O maior adversário de um  pregador não é satanás, e sim seu proprio ego.

3. Alertar Quanto ao Perigo da Apostasia. (v.4)
Que perigo é este? Quando deixamos de lado a Palavra de Deus.
Quando a Palavra de Deus deixa de ser a mais importante de todas as profecias para nós.
Vivemos dias em que muitos têm abandonado a sã doutrina mergulhando num misticismo e um pragmatismo religioso, onde se prega que o que importa é o que dá certo e não o que é certo.
Onde os valores da palavra de Deus tem sido deixado à margem da vida cristã.
Onde muitos não tem coragem de encarar a palavra de Deus como um espelho, para refletir a real situação de suas vidas pecaminosas, vazias, frias, apáticas. Não querem ouvir a mensagem: “arrepende-te”, pois já não suportam a verdadeira sã doutrina. Suas mentes estão cauterizadas.

Conclusão.
Willian Evans comenta o seguinte:
“Se o seu nome é Davi e você foi chamado para matar o seu Golias, então não cobice a armadura de Saul, mas pegue sua própria funda com as pedras e pela ajuda de Deus o altivo gigante cairá e beijará o pó”.
O pregador deve ser ele mesmo. Deve apresentar o melhor de si mesmo. Fazendo assim, demonstrará sua sinceridade, honrará o seu Deus, e se tornará um instrumento de bênção para o povo sobre quem ministra.

Que Deus levante em nossos dias pregadores piedosos, fervorosos, excelentes e fieis às Sagradas Escrituras.

Autor: Pb. Emerson Pereira da Silva
Em: 08/06/2009

As Marcas Da Igreja Primitiva

Atos 2.42

Intodução
- Somos a igreja de Cristo sobre a terra. Essa igreja precisa ter suas marcas, mas não baseado na igreja contemporânea. Pois a igreja atual tem se distanciado cada vez mais do modelo da igreja idealizada por Cristo.
- Hoje vemos uma igreja desequilibrada em suas características: há igrejas que zelam pela doutrina, mas não tem entusiasmo. Há as que se dedicam a obra social, mas não são zelosos na oração. Existem aquelas que crescem em número, mas sem o comprimisso com a verdade.
- Atos 2.42-47 nos mostra uma igreja não nos padrões humanos, mas aquela que agrada a Deus. Aqui temos a igreja primitiva, àquela que nasceu no berço da perseverança da doutrina dos apóstolos, da comunhão com os irmãos, no partir do pão de casa em casa e nas orações.
- A igreja primitiva era uma igreja perseverante. Perseverança segundo o dicionário Michaelis significa: “Constância, firmeza, pertinência”; É manter-se firme até o fim.

Quais as marcas dessa igreja primitiva? Em quais áreas essa igreja era perseverante?

I – Perseverança Doutrinária “... na doutrina dos apóstolos...”
- A igreja começou com o derramamento do Espírito, foi fruto da pregação cristocêntrica pelo Apóstolo Pedro, e permaneceu na doutrina dos apóstolos.
- Ao longo do tempo houve vários desvios da verdade por parte da igreja:
a) as heresias da idade média;
b) a ortodoxia sem piedade;
c) o pietismo: piedade sem ortodoxia;
d) Quakers: o importante é a  luz interior;
e) o movimento liberal: a razão acima da revelação;
f) o movimento neo-pentecostal: a experiencia acima da revelação.
Sl. 119.33 “Ensina-me, Senhor, o caminho dos teus decretos, e os seguirei até o fim”
Sl. 119.97 “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!”
- Perseverar na Palavra de Deus, faz gerar a fé em nós.  A bíblia diz que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Nada pode substituir a pregação da Palavra de Deus. Não há estratégias de marketing, não há idéias mirabolantes, não há entretenimento que possam convencer os pecadores de seus pecados a não ser unicamente a Palavra de Deus (sola scriptura).
- Perseverar na Palavra nos livra dos ventos de doutrinas e heresias que tentam minar o verdadeiro evangelho de Deus, o evangelho da cruz e da graça. Devemos atrair as pessoas não pela igualdade mas pela diferença.
- Como podemos perseverar na doutrina dos apóstolos? Reunindo-nos com a igreja nos cultos para ouvir a pregação da palavra de Deus, participando dos estudos bíblicos em nossa congregação, meditando diariamente em nossa casa tanto individualmente como em família na Palavra de Deus.
Como igreja temos meditado na doutrina dos Apóstolos?

II – Perseverança Na Comunhão “...na comunhão, no partir do pão...” “todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” “partiam o pão de casa em casa”
- Comunhão vem da palavra “KOYNONIA” que tem um significado prático em Atos 2.42 como um “compartilhar de amizade.
- O Salmo 133 expressa o caráter dessa comunhão. Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” A igreja precisa viver em comunhão, cada membro deve viver em comunhão um com o outro.
- Em Jo. 4.20 diz que eu não posso amar a Deus se eu não amo meu irmão. Nossa comunhão precisa ser horizontal e vertical. Nossa comunhão com Deus é o resultado de nossa comunhão com nossos irmãos, e nossa comunhão com os irmãos é o reflexo de nossa comunhão com Deus.
- A comunhão dos irmãos em Jerusalem não era apenas de palavras, mas era demonstrado na prática. Eles partiam o pão de casa em casa, eles oravam juntos, havia temor em todos, todos tinham tudo em comum, estavam todos os dias juntos no templo. Amor sem prática, são palavras sem sentido.
- Onde há comunhão não existe lugar para brigas e contendas; o perdão e a cura brotam nos corações mais endurecidos.
- Onde há comunhão o egoísmo, a individualidade dão lugar ao espírito de cooperação, de ajuda; a diaconia não se restringe somente aos diaconos, mas todos tem um coração misericordioso para com os mais necessitados.
Nossa igreja tem sido uma igreja perseverante na comunhão? Temos sidos pró-ativos na obra de Deus como comunidade?


III – Perseverança Na Oração “...e nas orações”.
- A igreja pode ter uma boa teologia, uma comunhão pura e invejável, mas se não for uma igreja de oração, sua teologia é seca e sua comunhão é fria.
- Paulo nos diz em I Tess. 5.17 que devemos orar sem cessar. Quando oramos, passamos a depender mais de Deus do que dos nossos recursos.
- A igreja hoje fala muito em avivamento, mas ora pouco por um avivamento verdadeiro. Muitas vezes deixamos de receber um derramar do Espírito de Deus em nossa vida porque somos apressados e superficiais em nossa busca. O Grupo dos 120 irmãos em Jerusalém esperaram em oração por 10 dias, e após essa espera perseverante, Deus derramou do seu Espírito sobre sua igreja.
- No século XVIII um grande avivamento foi derramado sobre a Europa, e George Witefielde foi usado poderosamente na pregação em praças públicas, nos templos e em outros locais, as multidões paravam para ouví-lo sedentas pelo poder de Deus.
John Wesley ia as minas de carvão, e aqueles homens rudes qua ali trabalhavam se quebrantavam em pranto rendendo-se a Cristo ao ouví-lo pregar.
Howel Harris foi convertido ao Senhor no país de Gales, e aquele jovem mesmo sem saber pregar, sentiu uma profunda compaixão pelas pessoas, e apenas lendo livros evangelicos para as pessoas, mas cheio da unção de Deus, levava centenas de pessoas a Cristo. Mais tarde se tornou um dos maiores avivalistas daquele país e um pregador eloquente pelo poder de Deus.
Charles Grandisson Finney no século XIX, foi usado poderosamente nas mãos de Deus. Por onde pregava, sua mensagem tocava os corações e os joelhos se dobravam diante de Cristo.
Dwight Moody também neste mesmo século, foi um grande evangelista. Segundo alguns escritores, chegou a ter em sua EBD aproximadamente mil crianças. Era comum pregar para públicos com mais de vinte mil pessoas.
Em 1904 Deus derramou um grande avivamento em uma pequena cidade no país de Gales. Tudo começou quando o jovem Evan Roberts com uma pequena reunião de oração. Em uma semana a cidade inteira já havia sido impactada pelo poder de Deus. Em seis meses muitas pessoas já havia sido salvas por Cristo.
Em 1966 o Pr. Erlo Stegen foi instrumento de Deus no meio do povo zulu na África do Sul. Após 14 anos de muitas lágrimas e súplicas em fervente e constante oração, Deus derramou um avivamento poderoso entre aquele povo. O resultado foram conversões de feiticeiros, caravanas de caminhões e de pessoas à pé vinham de toda parte atraídas pelo poder de Deus.
O Pr David Yong Cho é pastor da maior igreja local do mundo com aproximadamente 700 mil membros. O segredo para esse crescimento expressivo é o compromisso com a vida de oração. Nenhuma igreja é considerada genuinamente evangélica na Coreia do Sul se não tiver reuniões diárias de oração pela madrugada. O Pr. David Yong Cho dedica 70% do seu dia, orando e preparando o seu sermão de Domingo.

O vs. 47b diz: “...Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”
Atos 1.15 a igreja começa com 120 membros.
Atos 2.41 um acrescimo de 3000 pessoas.
Atos 4.4 são 5000 membros.
Atos 5.14 uma multidão é agregada à igreja.
Atos 6.7 o numero dos discípulos é aumentado.
Atos 9.31 a igreja se expandia para a Judeia, Galiléia e Samaria
Atos 16.5 igrejas são estabelecidas e fortalecidas no mundo inteiro.

Conclusão
- Ricken Warren disse que a pergunta errada é: “o que eu devo fazer para a minha igreja crescer?” a pergunta certa é: “o que está impedindo a minha igreja de crescer?”.
- Atos 2.42 nos apresenta uma solução: perseverança na palavra, na comunhão prática, e nas orações.
- Que Deus nos ajude a ter as marcas da igreja primitiva!

Autor: Pb. Emerson Pereira da Silva
Em: 03/04/2010

Quatro Mulheres e Um Destino

I Samuel. 1.10, 2.1; Rute 1.14-17; Ester 4.7-16; Lucas 1.34-38

Introdução
- 08 de Março é comemorado como o dia internacional da mulher. E a mulher tem lutado e batalhado pelo seu espaço, pois já não vivemos mais um contexto machista, que inferiorizava o valor da mulher.
- Entretanto, em Provérbios 31.30b “...mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.”
entendemos que a mulher a ser honrada, aprovada e respeitada, é aquela que teme ao Senhor. Não adianta ter uma mente brilhante, ser dona de uma beleza invejável, ter o poder, a fama, ser uma estrela, se não há temor a Deus, ou seja, se sua vida não for para glória de Deus, de nada adiantará seus atributos femininos.
- Quero destarcar portanto, quatro exemplos para você mulher sobre quatro mulheres que viveram em tempos distintos, circunstâncias diferentes, mas, tiveram o mesmo destino:

I – Ana, Uma Mulher Intercessora. (ISam. 1.10; 2.1)
Ana era estéril, mas através da oração ela busca em Deus o remédio para seus males.
1.            Na Dor Ana Ora ao Senhor – Ela não amaldiçou seu nascimento, ela não ficou murmurando culpando a Deus, ela não ficou descontanto sua frustação em seu marido, seus amigos, até mesmo em sua rival que ficava a irritando excessivamente, ao invés disto tudo ela se coloca de joelhos na presença do Senhor.
2.            Na Alegria Ana Continua a Orar ao Senhor – Depois que Deus muda sua história, sua trajetória, transforma seu deserto estéril em um lugar de vida, depois que Ele atende seu clamor, Ana continua como uma mulher de oração. Sua circunstâncias mudaram, mas, não seu caráter, sua devoção e seu temor diante de Deus.

II – Rute, Uma Mulher Que Busca Abrigo Sob As Asas De Deus. (Rt. 1.14-17)
Rute além de ser gentia, pois era moabita, viveu a tragédia da perda, e ainda estava prestes a separar-se de sua sogra Noemi. Ao invés de voltar para seu povo e seus deuses, rute enxergou oportunidades de se refugiar sob as asas de Deus:
1.            Ela Viu a Oportunidade de Ser Feliz, Mesmo em Face a Tragédia – A felicidade não é um produto que compramos em prateleiras de supermercado. Vivemos dias em que a mulher é pressionada pela mídia, pelos padrões exteriótipos, a ser feliz não pelo conteúdo, mas pela forma.
2.            Ela Entendeu Sua Provação Como uma Oportunidade Para Servir a Deus. – Deus não nos prova além de nossas forças, mas quando somos alvo do plano de Deus, todas as coisas contribuem para nosso bem. Rute disse: “...o teu Deus é o meu Deus”.

III – Ester, Uma Jovem A Seviço de Deus. (Et. 4.7-16)
Ester era uma adolescente sem pai e nem mãe, vivendo longe de sua pátria, e juntamente com seu povo sendo vassalos dos persas. Entretanto, Ester mesmo sendo jovem ainda se dispôs a serviço de Deus para o livramento do seu povo:
1.            Ester Mesmo Sendo Jovem Entende a Necessidade do Povo de Deus (v.14) – Ela não foi egoísta, pois era a rainha, e ninguém saiba que era judia. No entanto, ela compreendeu o grande perigo que estava ameaçando seu povo, e se coloca à frete para ajudar o povo de Deus.
2.            Ester Se Põe a Seviço de Deus Com Humildade (v.16) – Ela não confiou em sua refinada beleza, ela não usou o poder da sedução para alcançar seu objetivo, muito menos confiou em sua patente de rainha, mas ela confiou em Deus conclamando o povo ao jejum, juntamente com ela e suas servas.

IV – Maria, Uma Mulher de Fé. (Lc. 1.34-38)
1.            Maria é um exemplo de fé, por confiar na promessa do Senhor – Mesmo ela correndo o risco de ser apedrejada se Jose a denunciasse como adúltera, ela não se acovardou. Ela disse: “eis aqui a serva do Senhor, cumpra-se em mim segundo a tua palavra”. ”Sem fé é impossível agradar a Deus”. Spurgeon disse que: a fé honra a Deus e Deus honra a fé”

Conclusão

Essas quatro mulheres apesar de viver épocas distintas e circunstâncias diferentes, tiveram destinos singulares:

1 – Ambas Foram Instrumentos Nas Mãos de Deus.
2 – Elas Não Esperaram Louvor da Parte dos Homens, mas Buscaram Aprovação de Deus.
3 – Foram Mulheres de Fé, Humildade e Coragem.
4 – Viveram Para Glória de Deus Em Fidelidade.

Autor: Pb. Emerson Pereira da Silva
Em: 07/03/2010